segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Montagem das Tendas Mammoth

Acompanhe a Montagem de Todas as Linhas / Versões


Linha LITE - Versão Econômica



Disponíveis em diversos tamanhos:

Mammoth LiteMicro -              40 x 40 x 80 cm
Mammoth Lite40        -              40 x 40 x 140 cm
Mammoth Lite60        -              60 x 60 x 140 cm
Mammoth Lite80        -              80 x 80 x 160 cm
Mammoth Lite100     -              100 x 100 x 180 cm
Mammoth Lite120     -              120 x 120 x 200 cm
Mammoth Lite150     -              150 x 150 x 200 cm
Mammoth Lite200     -              200 x 200 x 200 cm
Mammoth Lite240L   -             240 x 120 x 200 cm



Linha IVORY - Versão Branco / Marfim



Disponíveis em diversos tamanhos:


Mammoth IVORY60                  -              60 x 60 x 140 cm
Mammoth IVORY80                  -              80 x 80 x 160 cm
Mammoth IVORY100              -              100 x 100 x 180 cm
Mammoth IVORY120              -              120 x 120 x 180 cm
Mammoth IVORY150              -              150 x 150 x 200 cm
Mammoth IVORY240L         -              240 x 120 x 200 cm



Linha PRO- Versão Profissional



Disponíveis em diversos tamanhos:


Mammoth PRO60       -              60 x 60 x 160 cm
Mammoth PRO90       -              90 x 90 x 180 cm
Mammoth PRO100    -              100 x 100 x 200 cm
Mammoth PRO120    -              120 x 120 x 200 cm
Mammoth PRO120L -              120 x 60 x 160 cm
Mammoth PRO150    -              150 x 150 x 200 cm
Mammoth PRO200    -              200 x 200 x 200 cm
Mammoth PRO240    -              240 x 240 x 200 cm
Mammoth PRO240L -              240 x 120 x 200 cm
Mammoth PRO300    -              300 x 300 x 200 cm
Mammoth PRO300L -              300 x 150 x 200 cm



Linha ELITE HC- Versão Premium




Disponíveis em diversos tamanhos:


Mammoth ELITE HC120         -              120 x 120 x 240 cm
Mammoth ELITE HC150         -              150 x 150 x 240 cm
Mammoth ELITE HC240L      -              120 x 240 x 240 cm
Mammoth ELITE HC300L      -              150 x 300 x 240 cm
Mammoth ELITE HC240         -              240 x 240 x 240 cm
Mammoth ELITE HC300         -              300 x 300 x 240 cm
Mammoth ELITE HC G1          -              110 x 180 x 240 cm
Mammoth ELITE HC G2          -              180 x 220 x 240 cm



Linha DUAL - Versão Prime (Dois Ambientes)



Disponíveis em diversos tamanhos:


Mammoth DUAL90                                    -              90 x 90 x 210 cm
Mammoth DUAL120                                 -              120 x 120 x 210 cm



Linha PROPAGATOR - Versão Prime (Propagação)


Disponíveis em diversos tamanhos:


Mammoth PROPAGATOR90            -              90 x 60 x 60 cm
Mammoth PROPAGATOR125         -              120 x 60 x 125 cm
Mammoth DRYER90                                -              90 x 90 x 180 cm

domingo, 11 de junho de 2017

Mesa Suporte para Bandeja

Mesa Suporte para Bandeja
Utilizada para elevação das bandejas;


Confira em nosso site: Mesa Suporte para Bandeja

Suporte totalmente desmontável;

Com borboletas ajustáveis para uma maior firmeza na bancada;

Não necessita de nenhuma ferramenta para montagem;

Com regulagem para duas alturas;

Material metálico na cor preta com pintura eletrostática (ante ranhuras);

Esta é a razão para a utilização dessa técnica de pintura na indústria automobilística, tornando a pintura eletrostática mais resistente a arranhões, corrosão e outros tipos de dano.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

PULGÃO

Nome Científico: Diversas famílias e gêneros
Nomes Populares: Afídeo, Afídio, Piolho, Piolhos-das-plantas, Pulgão
Ordem: Hemiptera
Classe: Insecta
Filo: Arthropoda
Reino: Animalia
Partes Afetadas: Botões, Brotos, Caule, Colmos, Folhas, Ramos
Sintomas: Descoloração, amarelamento, enrolamento e enrugamento das folhas, subdesenvolvimento de flores, frutos e de toda a planta


Os pulgões são insetos sugadores capazes de se multiplicar rapidamente, causando sério prejuízos econômicos para agricultores em geral. Das cerca de 4.000 espécies conhecidas, pelo menos 250 causam perdas agrícolas. Eles se alimentam da seiva das plantas, perfurando os vasos condutores. Além dos prejuízos diretos, os pulgões ainda são transmissores de doenças entre as plantas e favorecem o surgimento de fungos.

Seu ciclo reprodutivo é bastante interessante, sendo que nos meses mais quentes do ano as fêmeas produzem outras fêmeas partenogeneticamente, isto é, sem fecundação e de maneira vivípara; enquanto que no outono, ocorrendo o acasalamento entre machos e fêmeas, e tornam-se ovíparos.

Os pulgões podem apresentar diversas cores, de acordo com a espécie, entre o marrom, o verde, o amarelo, o vermelho, o cinza e o preto. Os principais predadores naturais dos pulgões são as joaninhas, sirfídeos (moscas-das-flores), besouros e vespas, mas há inúmeros outros animais capazes de predá-los. Algumas formigas utilizam-se de uma solução aquosa rica em açúcares, que os pulgões excretam e por este motivo protegem-nas dos predadores.

O controle dos pulgões pode ser feito naturalmente com a introdução de predadores e parasitas. Outras formas de combate tradicionais e eficientes, são a calda de fumo e o óleo mineral. Inseticidas comerciais devem ser usados apenas quando as plantas não estiverem com flores e frutos, pois matam também insetos benéficos às plantas como as abelhas.

LAGARTA MINADORA

Nome Científico: Phyllocnistis spp., Liriomyza spp.
Nomes Populares: Lagarta-minadora, Larva-minadora, Migradora, Minador, Minadora
Ordem: Lepidoptera
Classe: Insecta
Filo: Arthropoda
Reino: Animalia
Partes Afetadas: Brotos, Folhas
Sintomas: Enfraquecimento, Formação de galerias em folhas e brotações novas, Queda das folhas


A lagarta-minadora é um tipo muito peculiar de inseto, ao menos em se tratando de sua forma de atacar as plantas. É chamada de minadora porque a fase larval desenvolve-se sob a primeira camada de tecido foliar, formando galerias por onde passa. Os gêneros mais comuns infestando as plantas são Phyllocnistis e Liriomyza.

Essa praga ataca brotações e folhas de diversas plantas como: tomateiro, citros diversos, couve e muitas espécies de plantas ornamentais.

O inseto adulto é bem conhecido, trata-se de uma pequena mariposa de no máximo 1 cm de comprimento que coloca os ovos sobre as folhas das plantas e, quando esses eclodem, a lagarta penetra e alimenta-se de tecido vegetal.

Esse ciclo leva de 8 a 20 dias para completar-se, fazendo com que a infestação cresça rapidamente. Além do dano causado por si, a minadora ainda facilita a entrada de microorganismos que causam doenças nas plantas como fungos e bactérias.

Ocorre durante o ano todo, principalmente no período mais seco, quase desaparecendo em períodos chuvosos. A irrigação derruba os ovos e as larvas que não penetraram nas folhas ou ramos, o que pode diminuir a incidência da praga.

Em condições naturais, a praga é controlada por parasitóides dos gêneros Diglyphus, Chrysocharis e Halticoptera e por predadores de pupas como as formigas. O controle químico é o mais usado, porém, tem efeito satisfatório apenas nos adultos ou em larvas recém eclodidas, nas lagartas que estão minando, o tecido vegetal acaba por proteger a minadora. Arrancar folhas com a praga e destruí-las também é importante para controlar a população.

COCHONILHA

Nome Científico: Diversas famílias e gêneros
Nomes Populares: Cochonilha, Cochonilhas-de-escama, Insetos-escama, Lapinhas
Ordem: Hemiptera
Classe: Insecta
Filo: Arthropoda
Reino: Animalia
Partes Afetadas: Brotos, Caule, Flores, Folhas, Frutos, Raízes, Ramos
Sintomas: Enrolamento e enrugamento das folhas, Subdesenvolvimento da planta, Casquinhas sobre as folhas, caule, brotações, frutos e raízes


São denominadas cochonilhas, os pequenos insetos pertencentes à superfamília Coccoidea. Eles têm aspecto bastante diferente de outros insetos e são muito importantes, devido às grandes perdas agrícolas que porporcionam. No entanto, apesar de muitas cochonilhas serem consideradas pragas, algumas espécies se destacam na produção de verniz (Llaveia axin), laca (Laccifer lacca), cêra (Ceroplastes ceriferus), medicamentos (Ceroplastes ceriferus) e corante carmim (Dactylopius coccus). Muitas também produzem uma secreção adocicada que, quando coletada e processada pelas abelhas (Apis mellifera) compõe o honeydew, um mel muito valioso e especial.

As espécies de cochonilhas podem ter aparência muito distinta umas das outras. Elas podem ser algodonosas, de cor branca e aspecto farinhento, ou cerosas, de colorações variadas, como laranja, vermelho, verde, marrom, perolado, cinza, etc. As formas também são variadas, como cabeças de prego, conchas de ostras, bolinhas, escamas, etc.

As fêmeas adultas são as pragas propriamente ditas. Elas são imóveis e com aparelho bucal sugador muito desenvolvido, capaz de sugar a seiva diretamente dos sistema vascular das plantas. Após a fixação, elas produzem cera, que forma a carapaça, recobrindo seu corpo como um escudo e que serve de proteção contra os inimigos naturais e os inseticidas.

Os machos adultos são muito diferentes das fêmeas e têm vida efêmera, durando cerca de 2 dias. Eles nuncas se alimentam, possuem asas, filamentos de cauda e se assemelham a pequenos mosquitos ou moscas. As cochonilhas podem se reproduzir sexualmente e por sete tipos diferentes de partenogênese, de acordo com a espécie.

As fêmeas adultas põem ovos que eclodem dando origem a ninfas, que são móveis, possuem patas e antenas. Desta forma as fêmeas jovens podem se locomover, buscando encontrar um bom lugar para se fixarem. Após a primeira muda, suas patas se atrofiam e elas se tornam imóveis, passando a sugar ininterruptamente a seiva da planta. Os machos jovens são como as fêmeas jovens, mas no estágio final, produzem asas.

As cochonilhas podem ser encontrados em ramos, folhas, frutos e raízes das mais diversas plantas. Muitas apresentam associação com formigas, que as protegem em troca da secreção adocicada que produzem. Esta secreção também propicia o surgimento da fumagina (Meliola sp e Capnodium sp), fungos de micélio escuro, que recobre as partes da planta, impedindo a fotossíntese.

As cochonilhas apresentam difícil controle através de inseticidas, principalmente as que têm espessa carapaça. A carapaça impede o contato dos produtos com o corpo do inseto e, desta forma o inseticida acaba afetando apenas os estágios de ninfas e os machos. No entanto o controle com pulverizações de emulsões de sabão e óleo mineral é efetivo, pois resulta em uma camada impermeável sobre o inseto, impedindo-o de respirar, matando assim por sufocamento. Combinações com calda de fumo também podem auxiliar na eliminação da praga.

O controle biológico é muito importante no controle e é realizado por joaninhas e algumas espécies de vespas. Estes insetos agem predando as cochonilhas e outras pragas como pulgões. Portanto deve-se evitar ao máximo o uso de inseticidas sobre plantas afetadas, pois podemos estar matando os importantes predadores e outros insetos benéficos, como abelhas polinizadoras, sem no entanto afetar cochonilhas mais resistentes.

MOSCA BRANCA

Nome Científico: Bemisia tabaci, Bemisia argentifolii
Nomes Populares: Mosca-branca, Piolho-das-plantas, Piolhos farinhentos
Ordem: Hemiptera
Classe: Insecta
Filo: Arthropoda
Reino: Animalia
Partes Afetadas: Botões, Brotos, Folhas, Toda a Planta
Sintomas: Folhas enrugadas com coloração amareladas, amadurecimento irregular de frutos, presença de fumagina. Redução de floração.



A mosca-branca é uma das pragas mais conhecidas no mundo e está presente em praticamente todas as regiões agrícolas. Tecnicamente não se trata de uma mosca, pois é um hemíptero, mesma ordem dos pulgões e percevejos, e não díptero que é a ordem das moscas comuns. Uma regra prática para não confundir é o número de asas: hemípteros têm quatro asas enquanto que dípteros têm duas. Existem duas espécies bastante conhecidas como pragas, Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii. A segunda é conhecida por ser mais destrutiva e resistente a certos inseticidas.
A mosca-branca é muito pequena, medindo de 1 a 2 milímetros e tem coloração de branca a amarelo-pálido, os olhos são negros e se destacam no corpo do inseto. Quando está em repouso, mantém as asas fechadas, parecendo haver um par somente. Não se move rapidamente sendo de fácil captura, no entanto tem grande capacidade de dispersão pela quantidade de ovos, 200 em média por fêmea, e pela ação do vento como agente dispersante. Prefere climas mais secos, onde são maiores sua longevidade e fertilidade.

Os danos causados pela mosca-branca são, além da sucção de seiva que enfraquece as plantas, o deposito de toxinas que provocam crescimento desuniforme dos tecidos vegetais. Ainda, assim como os pulgões, a mosca-branca também secreta uma substância açucarada que permite o desenvolvimento de fumagina, um tipo de fungo escuro que impede a fotossíntese nas plantas.

Outro dano, talvez o mais importante em algumas culturas, é o fato de esta praga ser transmissora dos vírus Begomovírus e do VMDF (vírus do mosaico dourado do feijoeiro). A mosca branca infesta muitas espécies de plantas conhecidas, como tomateiro, feijoeiro, soja, brócolis e diversas ornamentais. Também é encontrada em plantas daninhas presentes em jardins, terrenos baldios e cultivos comerciais.

O controle de mosca-branca em grande escala é realizado via aplicação de inseticidas, principalmente em culturas como soja e feijão. Em áreas menores como de hortaliças e ornamentais sugere-se o controle preventivo. A aquisição de mudas sadias, erradicação rápida de plantas doentes e restos culturais são ações que evitam a infestação por mosca branca. Também podemos utilizar armadilhas de coloração amarela, em lona, plástico, etiquetas, etc., untadas com óleo. Estas devem ser colocadas entre as plantas, na mesma altura das plantas presentes no local.

Existem diversos inimigos naturais de mosca-branca, são várias espécies de percevejos, lixeiras, besouros e vespas. Há, ainda, espécies de parasitóides dos gêneros Encarsia, Erectomecerus e Amitus. Realizando prevenção e/ou controle químico racional,  podemos manter e até aumentar a presença desses inimigos naturais de mosca branca.

sábado, 20 de agosto de 2016

Julian Marley - e o boné da GrowPlant

Baixista do Julian Marley com o boné da GrowPlant em festival de reggae na Alemanhâ- ReggeaJam 2016

Alguns TAKES do show




Show COMPLETO


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Saiba mais sobre aminoácidos


Aminoácidos: fonte de vida para suas plantas...




Neste novo artigo vamos nos concentrar em falar sobre um dos elementos mais desconhecidos da nutrição das plantas, e possivelmente um dos mais importantes: os aminoácidos.

Há muitas maneiras de se olhar para os compostos “amino-ácidos” que é como os chamamos de modo geral. Um aminoácido é um tipo de ácido orgânico (húmico ou fúlvico) ou sintético (agentes quelantes) que contém um grupo funcional “ácido” e um grupo funcional “amina” nos átomos de carbono adjacentes. Os aminoácidos são considerados os “os blocos de construção” das proteínas.

Os elementos principais de um aminoácido são o carbono, oxigênio, hidrogênio, e azoto; embora seja bom salientar que outros elementos podem ser encontrados nas cadeias laterais de certos aminoácidos.

As plantas, assim como qualquer organismo vivo, precisam de certos componentes para que seu desenvolvimento e crescimento ocorram de forma plena em todos os estágios de seu ciclo vital, no caso das plantas, um solo (ou substratos) apto para o plantio, sol, água e ar.  O componente básico para formação das células vivas são as proteínas, e para que estas sejam formadas, são necessários os aminoácidos. As proteínas são formadas por sequências de ácidos-aminados, ou dito de outra forma, aminoácidos.

O efeito sobre as plantas...

Os aminoácidos em quantidades adequadas são essenciais para a boa nutrição das plantas, e por consequência, para aumentar o rendimento e qualidade geral das colheitas.


Aminoácidos são ingredientes fundamentais no processo de síntese de proteínas. Cerca de 20 aminoácidos estão importantemente envolvidos nos processos das funções básicas das plantas. Numerosos estudos de todo o mundo têm demonstrado que os aminoácidos podem direta ou indiretamente influenciar nas atividades fisiológicas das plantas.

Os aminoácidos podem ser fornecidos às plantas incorporando-os ao solo, como nos casos de solos ricos em materiais de compostagem, húmus de minhoca ou similares. Eles ajudam a melhorar a microflora do solo, facilitando a assimilação de nutrientes que de outra forma seriam de difícil assimilação pelas plantas, este tipo de ação tem o nome de quelação.

O que é a quelação nos fertilizantes?

A quelação é um estado dentro do qual os átomos metálicos (zinco, ferro, cobre, magnésio, etc.) encontram-se, e neste modo as plantas podem melhor absorve-los.

Efeito quelante: os aminoácidos têm um efeito quelante sobre os micronutrientes. Ou seja, quando são aplicados em conjunto com micronutrientes, a absorção e o transporte destes para o interior da planta acontecem muito mais facilmente.

Os fertilizantes que contêm ácidos húmicos e fúlvicos ricos em aminoácidos conseguem “quelar” estes compostos, e assim as plantas podem melhor dissolvê-los e incorporá-los, além de enriquecer o solo com uma grande flora-bacteriana benéfica para as plantas e para o próprio solo.


No mercado existem quelatos sintéticos que ajudam na absorção de nutrientes, mas nós recomentamos a utilização de quelatos orgânicos, e neste caso os quelantes do Bio Hevean da Biobizz são sem dúvida alguma um dos melhores produtos orgânicos disponíveis no mercado. Outra alternativa é utilizar compostos orgânicos do tipo húmus de minhoca, rico em ácidos húmicos, para a preparação do solo. Uma boa mistura de substratos que vai aportar aminoácidos e está ao alcance de qualquer bolso seria a seguinte fórmula: 50% de fibra de coco ou Sunshine, 30% de húmus de minhoca, e 20% de perlita ou vermiculita. Espero ter esclarecido algumas dúvidas sobre o complexo assunto dos aminoácidos e esperamos vocês nas próximas edições.

Não esqueça que o mais importante é o carinho, a delicadeza e a atenção na sua cultura. Boa colheita a todos!

Autor: MR. HYDRO




sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

HPS ou LED ? Eis a questão!


HPS vs LED

Mitos e Verdades

Nesta nova edição da revista Maconha Brasil vamos falar sobre um dos assuntos que hoje em dia mais se escuta nos bate-papos dos Growers “os sistemas de iluminação”. Tentaremos explicar e esclarecer as vantagens e desvantagens de cada um dos sistemas de iluminação para cultivo indoor mais usados no mundo tudo.

Em primeiro lugar esclareceremos que este artigo vai ser o mais objetivo possível. Ainda que tenhamos preferência por um ou outro sistema de iluminação, gostaria dizer, que com os dois tipos de luminária podemos obter grandes resultados, e a comparação entre os sistemas não vai basear-se na produtividade já que existem muitos testes feitos por colegas de países como Holanda, Espanha ou Estados Unidos onde os resultados entre uma e outra luminária são praticamente iguais em condições similares de temperatura, umidade, exaustão, etc.

Começaremos falando sobre a vida útil e consumo das luminárias que sem duvida nenhuma é um dos pontos mais importantes. Com respeito a este assunto podemos dizer que o período de vida útil de uma luminária de LED é 2,5 vezes maior que o da lâmpada de HPS. Normalmente as lampada HPS têm que ser trocadas aproximadamente a cada 2 anos, porém, as luminárias LED não precisam de manutenção alguma por pelo menos 5 anos. No quesito eficiência, podemos resaltar a grande eficiência por watt que tem a luminária LED: 1 watt de LED equivale a 4 watts de HPS, isto se traduz em uma economia de 60-80% no consumo elétrico, ou seja, uma lampada HPS consome até 3-4 vezes mais eletricidade do que um painel de LED.


Com respeito à eficiência da luz gostaria ressaltar que a lâmpada HPS fornece uma cor branco-alaranjada cálida podendo chegar a queimar as folhas das plantas se colocarmos a lâmpada muito perto ou uma grande quantidade de watts, a luminária LED pelo contrário tem uma luz principalmente composta de cores vermelha e azul na proporção que o fabricante desenhe. Estas cores praticamente não desprendem calor, e podemos colocar as luminárias muito perto das plantas sem medo a queimá-las ou colocar uma grande quantidade de watts sobre uma só planta. Além disso, as lâmpadas HPS desprendem muito calor enquanto a luminária LED quase não emite calor, possivelmente este é dos pontos que marcam mais a diferença entre um e outro sistema de iluminação. O Brasil é um país tropical onde durante quase todo o ano e em quase todas as regiões a temperatura está acima dos 25º Celsius, havendo necessidade de usarmos aparelhos para redução da temperatura como ar-condicionado, ventiladores, exaustores, etc. resultando em altos custos, como o da eletricidade e o da aquisição destes aparelhos, além ainda dos problemas relacionados com os valores muito baixos de umidade que estes aparelhos podem nos criar no cultivo.
Com certeza umas das grandes vantagens que as luminárias LED têm é sua fácil instalação e montagem, praticamente com um gancho e um simples suporte o sistema está pronto para conectar na tomada e começar a cultivar, as lâmpadas HPS, pelo contrário, requerem uma infraestrutura bem maior e às vezes custosa (reator, cooltube, dutos, etc.), além de precisarmos conectar fios, colocar fita isolante aqui e ali, etc.

Um dos benefícios de cultivar com LED é sua intensidade espectral, esta pode ser personalizada adaptando-se a cada estágio do cultivo, ou seja, usando diferentes intensidades e cores segundo o estágio da planta, podendo dar a elas o espectro que precisam em cada momento de seu ciclo vital. As lâmpadas HPS não têm esta possibilidade e sempre emitem o mesmo espectro indiferentemente do estágio da planta, caso tenhamos um reator eletrônico podemos regular a potencia da lâmpada, mas nunca o espectro nem a emissão de cores.

Algumas novas luminárias LED estão incluindo já no espectro a cor verde que não interatua direitamente com as plantas, mas beneficia o cultivo já que a cor verde do LED é antibactericida e fungicida, evitando a proliferação de fungos e bactérias na área iluminadas do cultivo. O espectro das lâmpadas HPS não tem propriedades fungicidas, nem bactericidas.

Também temos que falar na questão dos riscos. Neste ponto também os LED levam uma grande vantagem frente às HPS. Os diodos dos LED são bastante seguros e dificilmente ocasionem um curto-circuito ou queimam algum material ainda fiquem em contato com este, as lâmpadas HPS, pelo contrário, são perigosas já que ocasionam apagões por excesso de consumo elétrico e podem chegar a originar incêndios se a lâmpada entra em contato com algum material inflamável devido ao calor intenso que emite este tipo de lâmpada.  Além do calor, os reatores das lâmpadas HPS também emitem vibrações e um pequeno ruído que pode ocasionar problemas na hora de se ter um cultivo em casa. Os painéis LED para cultivo indoor não geram barulho, nem vibrações.

 Falando sobre mitos e verdades, um dos grandes mitos sobre a comparação entre as luminárias LED e as lâmpadas HPS é o seguinte: muitos cultivadores acham que comprando uma luminária LED já não precisarão de um bom sistema de exaustão, ou seja, que com um sistema simples ou às vezes nem isso terá melhores resultados que com uma lâmpada HPS e um bom sistema de exaustão. Este é um grande mito, para não dizer erro, já que no cultivo indoor principalmente no estágio de floração as plantas consomem muito mais quantidade de CO2 (dióxido de carbono) e oxigênio. Caso não tenhamos um bom sistema de ventilação e exaustão nossas plantas não terão uma grande produtividade na floração ainda que tenhamos o melhor dos painéis de LED e a temperatura controlada.

Uma grande verdade que não podemos esquecer é que ainda que os LED apresentem uma grande quantidade de vantagens frente aos HPS, estas últimas são lâmpadas usadas já há muitos anos, obtendo grandes resultados, pelo que não podemos dizer em momento nenhum que a diferença de um e outro sistema esteja na produtividade ou na qualidade do produto final. Os painéis de LED não são a penácea nem eles sozinhos realizam milagres. Tanto com lâmpadas HPS como com painéis de LED os cultivadores têm sempre que estar atentos e dar o seu melhor para obter os melhores resultados.  
Uma vantagem das lâmpadas HPS frente às luminárias LED em algumas regiões do país e estações do ano é o calor. Sim, pode parecer estranho, mas é isso mesmo. Em alguns lugares do Sul e áreas serranas do país essa pode ser uma grande vantagem já que as lâmpadas HPS geram calor e os painéis de LED não. Como tudo na vida, às vezes uma coisa que um não quer outro pode estar precisando.
Outra das vantagens das lâmpadas HPS é o preço bem mais em conta que as luminárias LED, que têm o preço bastante mais elevado. No mercado hoje em dia, inclusive, temos uma grande variedade de marcas de lâmpadas HPS com preços dos mais variados, desde lâmpadas muito baratas até feitas especificamente para cultivar ou de marcas reconhecidas que custam três vezes o preço das mais baratas. Por enquanto, uma grande desvantagem dos painéis LED é o desconhecimento das marcas e o preço elevado, e aqui vou dar, sim, uma dica pessoal. Tenham cuidado e vejam bem que produtos compram, porque com as luminárias LED, estão vendendo muito gato por lebre: diodos e chips de muito má qualidade com porcentuais de iluminação muito abaixo da média, mas que são vendidos como se fosse tecnologia de ponta a preços abusivos. CUIDADO, pesquise e informe-se bem antes de comprar uma luminária LED.

Outra possibilidade é misturar os sistemas. Sim, o amigo leu bem: hoje em dia muitos colegas no hemisfério norte estão cultivando misturando os dois tipos de sistemas de iluminação, ou seja, com LED e HPS ao mesmo tempo obtendo resultados que dariam água na boca a qualquer um. Cultivar com os dois sistemas é uma grande opção principalmente para as regiões mais frias do país. Os sistemas LED não geram o calor que no inverno pode até ser necessário, podemos ainda usar uma lâmpada HPS menor, o que reduziria o consumo enquanto fornecemos às nossas plantas o espectro mais completo que se pode ter no mercado. Esta é uma boa opção dependendo do momento, lugar, economia, etc.

Na comparação as luminárias LED ficaram um pouco melhor colocadas com relação às lâmpadas HPS, pelas grandes vantagens que estas têm. Mas como já dissemos no artigo, a opção por um ou outro sistema depende de muitos fatores, além disso, optar por um sistema de iluminação ou outro não vai fazer milagre sozinho: muita atenção, carinho e dedicação em nossos cultivos. Esperamos encontrar a todos vocês novamente na próxima edição com mais dicas, explicações e sugestões. Grande abraço a todos e boa coleta.


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Autor: MR. Hydro


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Como Cultivar com o Mapito

Olá galera!! Continuando com nossa seção “Hidroponia sem mistérios”, nessa nova edição da Revista Maconha Brasil vamos falar sobre o Mapito, o substrato inerte que podemos usar em sistemas hidropônicos, semi-hidropônicos, ou misturar com outros tipos de substratos inertes ou orgânicos.

Começaremos explicando o que é o Mapito:

O Mapito é um substrato inerte muito utilizado pelos cultivadores holandeses na floricultura em estufas e cultivos indoor pelas características que apresenta, como uma grande oxigenação e uma excelente retenção de umidade. É composto à base de flocos e escamas de lã de rocha, e polietileno.


Para podermos usar o Mapito, antes deveremos estabilizá-lo e umedecê-lo corretamente. O procedimento é muito simples e similar ao da lã de rocha. Em primeiro lugar limparemos o substrato para deixá-lo livre de impurezas ou sais que possam fazer aumentar os níveis de CE. Para limpá-lo corretamente deveremos por todo o substrato a ser utilizado num balde com água com uma CE o mais baixa possível, entre 0.3 e 0.4.

Uma vez que tenhamos o Mapito lavado, deveremos estabilizar o pH do substrato numa faixa de 5.5 para poder começar sem problemas o cultivo, com a CE o mais baixo possível e o pH estável para uma correta alimentação das plantas desde um o inicio. 

O Mapito é um substrato que antes de ser usado deve ser umedecido, caso contrário sua capacidade de reter água ficará muito aquém do seu verdadeiro potencial. É importante mantê-lo molhado durante umas 24 horas, aproveitando-se o momento para realizar a estabilização do pH. 

Vantagens do Mapito frente à Lã de Rocha:

O Mapito e a lã de rocha são dois substratos muito similares e com características similares também, ambos com excelentes resultados para os cultivadores. O Mapito, como dissemos, é composto por lã de rocha e polietileno apresentando-se em forma de flocos e aparas a granel. Este formato de flocos é ideal já que se pode cultivar em vasos, o que nos permite mexer ou rotacionar as plantas. Com os Slabs de lã de rocha, as plantas não podem ser mexidas já que poderíamos quebrar as raízes ou o torrão central, danificando-as. 

Por outro lado temos o grau de oxigenação. Nos dois substratos é alto, mas cabe dizer que o Mapito ao ser granulado tem um grau extra de oxigenação. O alto grau de porosidade do Mapito faz que este meio de cultivo seja muito adequado para os cultivadores em hidroponia e vasos. A retenção da umidade é muito similar entre os dois substratos, porém com o Mapito ganhamos em oxigenação e retenção de umidade com relação ao Slab da lã de rocha comum. 

Como cultivar em Mapito passo a passo:

O primeiro que faremos, como já comentamos anteriormente, é adequar a CE e o pH do substrato. Procederemos colocando o substrato num balde com água com o pH estabilizado entre 4.2-4.5 tendo em conta que o mesmo acabará por subir a 5.2-5.5, sendo essa a faixa para começarmos com as mudas ou estacas. Mediremos a CE inicial para saber a diferencia de CEs depois de realizar a estabilização do substrato.


Se observamos que depois de umas 12 horas a CE d’água que está de molho subiu alguns pontos, deveremos vaziar o balde e enchê-lo novamente com água a uma CE inicial baixa e um pH estável de novo. 

O segundo passo após estabilizar o Mapito é proceder à eliminação do excesso de água, de modo que o substrato fique umedecido, mas sem estar encharcado: pode-se simplesmente exercer uma leve pressão com as mãos para retirar o excesso de água. 

Deveremos pôr o Mapito num vaso, com cuidado, observando para que não fique muito comprimido, já que isso levaria a uma redução importante da oxigenação do substrato. Há que se ter em conta que o Mapito quando absorve água se comprime, fazendo um oco; por tanto, encheremos os vasos com substrato e depois da rega olharemos se o substrato foi compactado deixando um espaço livre que deverá ser preenchido com mais Mapito. 

Uma vez que tenhamos os vasos preenchidos com o substrato, colocaremos as sementes previamente germinadas em lã de rocha ou pequenos blocos de Mapito comprimido, como se de terra se tratasse, deixando que o caule fique coberto por uma pequena camada de Mapito. As tampas dos vasos serão indispensáveis para evitar que as raízes entrem em contacto com a luz e ao mesmo tempo evitaremos o crescimento de algas no substrato, pode ser utilizar argila expandida o brita para tampar a parte superior. 

As tampas dos vasos terão dois buracos, o central, que será onde ficarão as mudas ou estacas, e um lateral, para que se possa instalar o gotejador. Cabe dizer que no começo do crescimento e até a segunda semana de floração, quando as raízes deixam de crescer, deverá ser realizada uma rotação da posição do gotejador para termos uma distribuição equitativa da umidade dentro dos vasos. Este procedimento se recomenda fazer sempre que trabalharmos com gotejadores, independentemente do tipo de substrato que seja usado. 

Este tipo de vaso está especialmente desenhado para o cultivo com Mapito, são vasos de 3,5L de capacidade (equivalem a vasos de 14L de terra) os quais têm uma excelente drenagem para facilitar a evacuação da solução nutritiva. Deste modo evitaremos a possibilidade de acumulação de sais ou de excesso de umidade, que poderia resultar no apodrecimento radicular ocasionando a morte das plantas. 

O Mapito também pode ser usado em misturas com outros substratos inertes tais como: fibra de coco, argila expandida, sunshime, perlita, etc. além de podermos utilizar junto com substratos orgânicos como húmus de minhoca ou terra adubada. O porcentual em ambos os casos é o mesmo: misturaremos 25-30% de Mapito no substrato utilizado habitualmente. O Mapito aportará a esta nova mistura uma maior retenção d’água e oxigenação, fatores que as plantas vão aproveitar. Os grandes fabricantes deste produto, Cultilene e Grodan, já a vendem misturada com fibra de coco, sendo essa a mistura mais utilizada por os cultivadores na Europa e Estados Unidos entre todas as que acabamos de mencionar. 


Conclusões sobre o cultivo em Mapito:

O Mapito está cada vez mais estabelecido nos sistemas de cultivo hidropônicos, premiando seus utilizadores com velocidade no crescimento, facilitando o cultivo e resultando em melhor produtividade e qualidade no produto final.

Podemos dizer que em comparação à lã de rocha, usada tradicionalmente na hidroponia, o Mapito torna mais fácil a movimentação das plantas, possibilitando procedimentos que envolvem rotações. Além disso, a quantidade de nutrientes deverá ser rebaixada em comparação à que usamos na lã de rocha, o motivo é que a clara melhora na oxigenação do sistema radicular tem como consequência uma maior absorção dos nutrientes, diminuindo a quantidade de adubo necessário em comparação a outros substratos. Também cabe destacar que com o Mapito a quantidade d’água utilizada na irrigação será menor, devido à grande capacidade que este substrato tem de reter água e umidade. 

O Mapito, diferentemente da maioria dos substratos pode ser reutilizado várias vezes, só devemos retirar as raízes, lavando cuidadosamente com água e limpando o excesso de nutrientes e impurezas que possa ter se acumulado no cultivo anterior. Nessa operação perderemos entre 10-12% do volume já usado, mas será recuperado algo em torno de 90% do Mapito. Por último voltaremos a realizar o processo de estabilização, deixando-o novamente num balde com água, a um pH de 5.5 e uma CE de 0.4, durante um período entre 12-24 horas.

Com tudo isso, só podemos dizer que o Mapito é sem dúvida nenhuma um dos substratos inertes melhores que o mercado para cultivar em hidroponia tem a nos oferecer. Esperamos encontrar a todos vocês novamente na próxima edição, com mais dicas, explicações e sugestões. Grande abraço a todos e boa coleta.

Autor: Mr. Hydro



quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Tripes nas Plantas

  • Conhecendo e Combatendo as Pragas

  • T R I P E S

  • Nome Científico: Thysanoptera
  • Nomes Populares: Tripes, Trips, Lacerdinha
  • Ordem: 
  • Classe: 
  • Filo: 
  • Reino: 
  • Partes Afetadas: , ,, , 
  • Sintomas: Folhas das plantas tornam-se pálidas, manchadas, com tonalidade bronzeada ou prateada e depois caem, Brotos tornam-se retorcidos, Flores e frutos ficam feios, com cicatrizes e pequenos.



Foto: Scot Nelson


  • Os tripes são insetos muito pequenos, muitas vezes perceptíveis apenas quando os sintomas na planta já são evidentes. Eles apresentam corpo estreito, alongado, com aparelho bucal do tipo sugador, formado por uma única mandíbula, a esquerda, e duas lascíneas. Além disso possuem dois pares de asas franjadas, apesar de não serem muito especializados em voar. As cores variam bastante, e há espécies de cor marrom, preta, amarela, branca, laranja, etc. A maioria das espécies de tripes são fitófagos, ou seja, sem alimentam de plantas. Há também espécies predadoras e outras micófagas (comem fungos).

  • Pertencentes à ordem Thysanoptera, os tripes ainda se dividem em duas subordens, a Terebrantia, que apresenta um ovipositor externo e em forma de serra para colocar os ovos dentro das folhas das plantas, e a Tubulifera, que possui o último segmento abdominal em forma de tubo e não apresenta ovipositor externo. Esta última põe os ovos em grupos, sobre as folhas. Os tripes se reproduzem de forma sexuada ou por partenogênese, ou seja, não é preciso ter mais que um indivíduo para que se multipliquem. A eclosão pode levar um dia ou algumas semanas, de acordo com a espécie e as condições ambientais. As formas jovens ou ninfas, costumam ter coloração mais clara, não possuem asas e se alimentam da seiva das plantas. Após completarem dois ou três estágios larvais, muitas caem no solo para pupar e se tornam adultos. Podem ocorrer de 12 a 15 gerações de tripes por ano e o ciclo completo de ovo a adulto pode levar 16 dias apenas, no auge do verão.

    Os tripes são uma praga frequente em lavouras, jardins, viveiros e estufas. Elas provocam danos às plantas ao sugar sua seiva e raspar seus tecidos. As folhas das plantas tornam-se pálidas, manchadas, muitas vezes com tonalidade bronzeada ou prateada e depois caem. Os brotos tornam-se retorcidos. As flores e frutos ficam feios, com cicatrizes, pequenos e perdem valor de mercado. Das plantas de jardim, os gladíolos, as rosas, as azaléias, os rododendros, os impatiens, os crisântemos, os copos-de-leite, os louros, as petúnias, as fotínias e as íris, entre outros, são bastante suscetíveis. Na horta, os tomateiros, as cucurbitáceas, os morangos e as cebolas são os mais atacados. Os tripes também são responsáveis por transmitir o vírus do “vira-cabeça” do tomateiro e a “mancha-necrótica” do impatiens, entre outros vírus do gênero Tospovirus.

    A prevenção e controle regular dos tripes deveria fazer parte da manutenção periódica do jardim. A remoção de restos de podas, principalmente das aparas do gramado, reduzem os locais onde os tripes podem se desenvolver rapidamente. Folhas secas não servem para os tripes, mas as folhas verdes sim. Desta forma, antes de utilizar as aparas como cobertura morta, faça a compostagem em local adequado. A inspeção regular das plantas à procura de pragas e doenças pode revelar os primeiros sinais do ataque, para que se faça um controle efetivo antes que seja tarde demais. Procure por danos e por aglomerados de pragas próximos às bainhas foliares e pecíolos. Microscópio e Lupas podem ser úteis nessa função. Uma boa idéia é sacudir o ramo suspeito sobre uma folha de papel branco. Ninfas ou adultos podem cair no papel e serão visualizados com maior facilidade. Este cuidado é de extrema importância quando trazemos plantas novas para o nosso jardim. Nestas a observação deverá ser mais acurada e as plantas atacadas devem ser destruídas e corretamente descartadas (enterrá-las fundo com cal ou pelo fogo) de forma imediata. O uso de armadilha adesiva azul são interessantes para o diagnóstico e controle da fase adulta dos insetos. Mas fique atento, muitos adultos nas armadilhas, assim como em flores, não significam obrigatoriamente que alguma ação é necessária. Algumas espécies se alimentam unicamente de pólen e fazem um importante trabalho de polinização. Se não houver danos às plantas, os tripes podem estar em equilíbrio e a utilização de algum controle pode afetar este delicado equilíbrio natural.

    Os tripes costumam infestar os jardins em épocas secas e quentes. Eles migram de terrenos baldios, onde se mantém nas plantas espontâneas e invasoras. Mantenha seu jardim com as ervas daninhas sob controle, coloque as espécies suscetíveis longe das fronteiras do terreno e se possível utilize barreiras físicas ou mesmo cercas-vivas para proteger o jardim de infestações maciças. Outro ponto importante é cultivar sempre plantas bem adaptadas aos locais escolhidos. Plantas de sol que permanecem na sombra, por exemplo, podem enfraquecer rapidamente e se tornarem suscetíveis aos ataques de tripes. Escolha variedades resistentes e mantenha as plantas saudáveis e vigorosas, bem adubadas e irrigadas, que suas defesas estarão naturalmente reforçadas. Em hortas, faça sempre a rotação das culturas, evitando plantios novos próximos de antigos.

    O controle biológico dos tripes pode ser realizado com a utilização de parasitas como vespas (Megaphragma mymaripenne e Thripobius semiluteus)predadores como percevejos (Orius spp,Macrotracheliella spp), crisopídeos (Chrysoperla spp), ácaros predadores (Amblyseius spp eEuseius) e joaninhas (Hippodamia convergens). Inseticidas biológicos como os fungos Beauveria bassiana ou Verticillium lecanii também podem ser efetivos para as diferentes fases do ciclo dos tripes.

    Em alguns casos, inseticidas podem ser utilizados. Mas é importante saber que eles não são muito efetivos contra os tripes, além de prejudicarem também insetos úteis e os inimigos naturais. Nos jardins, os inseticidas piretróides, óleo de neem, fumo liquido e calda de sabão são auxiliares no controle. Dirija o jato inseticida para a face inferior das folhas e onde elas se inserem nos ramos, como bainhas e pecíolos. Outros inseticidas requerem sempre a orientação de um engenheiro agrônomo.

  • Alerta:
  • Algumas espécies de tripes podem picar. Em geral a pele fica irritada e nenhum outro cuidado se faz necessário. Em caso de alergia, o médico deverá ser procurado.

  • Autor: Raquel Patro
  • Fonte: http://www.jardineiro.net/



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Kit Irrigacao Automatizada

Kit irrigação Automatizada c/ Balde 20 litros - até 10 plantas
Kit de fácil montagem podendo ser expansível e adaptável a necessidade do cultivador;

Distribuidor principal com 5 saídas e filtro acoplado que permite o que permite a retenção de partículas solidas;


Mangueira principal e micro tubos pretos com proteção contra luz o que impede a formação de algas;

Veja mais em nosso site: kit Irrigação automatizada

Veja abaixo o vídeo de nosso Kit Irrigação:





sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Como Cultivar em lãs de Rocha da Cultilene

COMO CULTIVAR EM LÃS DE ROCHA CULTILENE

Vamos começar falando um pouco sobre a lã de rocha para que todos saibam como surgiu.

1) Historia da lã de rocha:

A lã de rocha é um produto que foi descoberto no Século XX no Havaí mediante a observação da ação natural dos vulcões. A partir desse momento consegue-se criar o produto na Dinamarca pela empresa Rockwool lançando ao mercado o primeiro standard de lã de rocha como é conhecida hoje em dia.
Para a criação de lã de rocha tal como a temos presente hoje em dia antes se devem realizar diferentes processos artificiais. Uns dos quais é a fundição da rocha basáltica em fornos a 1600 ºC emulando a ação do vulcão deixando a rocha em estado natural de lava liquida.
Para obter as fibras aplica-se á lava um ligante orgânico que depois de uns processos mecânicos na que atuam a força centrifuga obtém-se como resultado um colchão de lã. Esta lã comprime-se deixando mais ou menos oxigenação entre as fibras segundo o uso que for ter esta já sejam para isolante acústico, térmicos, corta fogos e finalmente o uso na agricultura (hidroponia principalmente). 



2) Vantagens de cultivar em lã de rocha:

 No cultivo convencional de plantas no solo, grande parte d’água fornecida por irrigação é perdida por evaporação ou por escorrimento superficial, levando junto os nutrientes contidos no solo. O sistema hidropônico da lã de rocha é um sistema fechado e toda água contida nele é fornecida para as plantas e a perda por evaporação e muito baixa e por escorrimento não existe. Com isso há uma otimização no uso d’água e nutrientes da solução nutritiva.
Com o sistema de lã de rocha os vegetais se desenvolvem até 3 ou 4 vezes mais rápido. Além disso, os vegetais podem ser cultivados em densidade 5 vezes maior que no sistema convencional. Isso ocorre, pois em hidroponia são dadas condições plenas d’água, nutrientes e oxigênio para que a planta se desenvolva com sua máxima capacidade. Isto torna possível o cultivo hidropônico em apartamentos e em pequenos lugares.

Por ser cultivado em ambiente protegido, não há trabalho com capina, pouca sujeira, poucas aplicações de inseticidas ou fungicidas. Basicamente a única manutenção envolvida é o monitoramento da solução nutritiva e a colheita.

Os cultivos com lã de rocha são realizados em ambiente protegido e sem solo, deste modo não nascem plantas daninhas. Sem plantas daninhas não há necessidade de aplicação de herbicidas e facilita a neutralização de pragas, principalmente de fungos que se aproveitam da terra e outros insetos que precisam colocar seus ovos em substrato orgânico. 

3) Como estabilizar à lã de rocha:

O substrato de lã de rocha é um produto o qual será preciso tratar antes de sua utilização. Tem que se estabilizar o pH para puder iniciar o cultivo sem problemas dado que seu pH inicial é bastante alcalino, perto do 7,5.

Devemos de submergir os Slabs ou Big Blocks numa solução nutritiva que contenha um pH de 4,5 com uns níveis de CE de 0,5-0,6 MS (Milisiemens) ideal para começar o cultivo desde sementes sem temor que estas tenham falta de nutrientes no começo. Deixaremos estes por 12 horas na solução nutritiva.

O pH dos Slabs ou Big Blocks ao começo do cultivo deveram estar num pH de 5,5, senão for o caso, deveríamos submergir os Slabs ou Big Blocks novamente durante umas horas mais e ir controlando o pH até que este sê estabilize. 

Um método simples e fácil de saber se os Slabs estão estabilizados é irrigar com água a pH 5,5 e medir o excesso da irrigação  com um medidor de pH. Se o excesso tem um pH de 5,5 será o momento de proceder a semear as sementes. 



4) Como germinar sementes em lã de rocha:

Antes de proceder á germinação das sementes deveremos de haver estabilizado os blocos da lã de rocha durante 12-24h num balde com uma solução nutritiva a pH 4,5 igual que com os Slabs ou Big Blocks para deixar num pH 5,5 ideal para começar o cultivo das plantas em crescimento. 

A germinação a realizaremos diretamente nas bandejas de lã de rocha que contem pequenos blocos (células) de 2,5 x 2,5 cm ou 3,5 x 3,5 cm. Para ter sucesso na germinação de todas as sementes é conveniente ter as bandejas uma estufa de propagação para puder manter a umidade constante e assim facilitar a germinação das sementes. Tem que lembrar que os blocos de lã de rocha tem que estar já estabilizados a um pH de 5,5. Quando a semente já esteja germinada e comece a crescer transplantaremos estas aos Slabs ou Big Blocks. 

Para transplantar as sementes deveremos ter cuidado com a raiz para não quebrar esta, quando for a anexar os pequenos blocos das bandejas de 2,5 x 2,5 ou 3,5 x 3,5 cm aos blocos grandes (Stone Wool) de 7,5 x 7,5 x 6,5 ou 10 x 10 x 6,5 que vão anexos aos Slabs como se mostra na foto. Pressionamos realizar esta operação com cuidado até que o pequeno bloco fique bem enxertado no bloco grande de lã de rocha de 7,5 x 7,5 x 6,5 cm ou no de 10 x 10 x 6,5. 


6) Como fazer estacas ou clones em lã de rocha:

O processo para realizar estacas ou clones é muito similar a outros métodos de propagação ou estaquia como pode ser em Celula Jiffy ou coco.

Depois do processo de pré-clonagem dos clones ou estacas e uma vez tenhamos os primeiros galhos trabalhados e preparados os fixaremos com cuidado nos blocos de lã de rocha de 4 x 4 cm já estabilizados a pH 5,5 de modo que não fique muita umidade retida nos blocos para evitar apodrecimento dos caules. 

Uma vez fixados nos blocos de 4 x 4cm  os trataremos igual que se foram tido feitos em celula jiffy, controlando a umidade cada dia, pulverizando os blocos e mantendo uma umidade e temperatura constante nos blocos para facilitar o enraizamento. É recomendável realizar este processo uma estufa de propagação igual que com as sementes, pois fica mais fácil de manter os parâmetros constantes. Há medida que passam os dias iremos rebaixando a umidade relativa até que finalmente tiremos a tampa da estufa de propagação e assim os clones ou estacas não sofram estresse hídrico em contraste com o exterior. 



7) Como cultivar em lã de rocha:

Para realizar um cultivo em lã de rocha começando de sementes o primeiro que devemos fazer é estabilizar todas as lãs a serem usadas. O pH deve ficar estabilizado com uma CE inicial de 0,5-0,6 utilizando durante esta primeira semana de crescimento não mais de dois irrigações de 1 minuto de duração com uma dosagem de uns 100-150 ml por planta. De este modo facilitaremos a expansão radicular das plantas dado que a lã de rocha absorve e retém muita quantidade d’água.

Para facilitar as tarefas de irrigação será de muita ajuda usar um sistema de irrigação automático de montagem simples como o que se mostra na foto, um sistema de cultivo hidropônico formado de Wilma Librabak, uma bandeja hidropônica feita especialmente para cultivar com lã de rocha. 

A quantidade de irrigação inicial a poderemos manter até entrar na primeira semana de floração com um pH de 5,5 o qual podemos variar passados os primeiros 5 dias de crescimento. Posteriormente faremos flutuar pouco a pouco o pH até 5,8 e o deixaremos em 5,9 durante o transcurso da primeira semana de floração trás a troca do fotoperíodo. Caso as condições de cultivo variem também podem variar as dosagens da irrigação. 

 A partir da segunda semana de floração e até finais da terceira aumentaremos o numero de irrigações dos mesmos realizando 3 irrigações. A primeira delas de 2 minutos de duração irrigando quando comece a etapa diurna para que as plantas não fiquem sem alimentos recém começa o dia pra elas. A segunda irrigação será de 1 minuto realizando esta 6 horas após a primeira irrigação com uma CE de 0,8-0,9 e um pH de 6,0.

Começando a 4º semana e até finais da 5º semana de floração se voltaram a aumentar as irrigações a 4 ao dia. A primeira e ultima irrigação a realizaremos de 2 minutos cada uma e as outras duas irrigações serão de 1 minuto repartidas por igual durante o período diurno. Os níveis de CE ficarão em 1,0 e 1,2 MS (Milisiemens) sempre tendo em conta o estadio das plantas. O pH o manteremos em 6,0 deixando flutuar até 6,2 para voltar a rebaixar com pH down até 6,0 novamente. 
Durante a 6º semana voltaremos a aumentar as irrigações passando de 4 para 6 ao dia. A primeira e a ultima irrigação terão uma duração de 2 minutos e as outras 4 irrigações restantes serão de 1 minuto deixando a EC 1,4 MS. O pH segue flutuando de 6,0 a 6,2 como na semana anterior. 

Na sétima semana de floração manteremos os mesmos numero de irrigações e dosagens. Nesta semana podemos aumentar a CE de 1,4 até 1,6-1,7 MS dependendo do estadio das plantas. O pH podemos deixar flutuando entre 6,0 e 6,3.

Na optava semana de floração as plantas receberão as mesmas irrigações e dosagens que a semana anterior só aumentará a CE até 1,8 MS.

Na nona e ultima semana de floração aumentará a dosagem das irrigações deixando todas em 2 minutos com o pH ajustado em 6,2 junto com uns níveis de CE o mais baixos possível. Podemos aproveitar para aplicar um Flush para que nós ajudar a deixar as plantas mais limpas de sais e nutrientes que contem no seu metabolismo e conseguir deste modo um melhor sabor, olor, cor final das flores ou frutos.

8) Reciclagem e reutilização da lã de rocha:

A lã de rocha é um produto que dependendo do formato que seja adquirido poderemos ou não reutilizar. Por exemplo, o Mapito (lã de rocha em flocos) perfeito para encher vasos pode se reutilizar sem problema algum só têm que lavar vem na água para retirar as raízes do anterior cultivo e também às sais minerais que podem ter ficado retidas. Umas vez lavado teremos que estabilizar este como sempre numa solução nutritiva com um pH de 4,5 durante 24h até que fique estabilizado a um pH de 5,5. 
Os Slabs, Big Bocks e blocos de menor tamanho não podem ser reutilizados pelo que teremos que enviar a reciclar. A lã de rocha ao não ser um produto biodegradável teremos que encaminhar a um lugar de reciclagem de resíduos especiais. 
            Observações: O projeto esta orientado num clima temperado pelo que o tempo das irrigações não é fixo, caso o clima de sua região seja mais quente ou úmido terá que aumentar o tempo das irrigações de 2 minutos para 5 minutos e de 100-150 ml para 250-300 ml por planta. 

Autor: Mr. Hydro